Eu amo sim!
Quantas vezes meu coração
Na sua Vã Filosofia me afirmar!
E erguer-me do fardo da solidão
Na espera do sopro e da fleuma
Que reluz uma nova paixão
Fazer o quê?!
Sou razão em minha mente
Mas o que flui em minhas veias
É o sangue cálido
Empurrado por ele.
Nas noites só
Sem saber em quem pensar
E penso em todas...
Num lapso de momento
Tão raro que
Não sei se chega a existir
Mas a sensação é perene...
Então quem vislumbra
Essa paisagem magistrosa
Aguerrida e pomposa
Que não se afigura na minha visão?
Quem espero num momento
Qualquer da vida
Que preencha o vaizo
Que não é de momento?
Embora já tenha havido
Momentos em que não o senti,
O vazio,
Era só um treino!
Um após o outro...
Enquanto o que
Realmente importava
Se desenhava e se afigurava
Na mais bela paisagem
Que nunca havia imaginado,
Em minha vida...
E sentir essa ardor, sem medo...
Era com certeza o amor de verdade,
Meu e dela: o nosso.
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